Os principais golpes na internet e a melhor forma de evitá-los

A educação digital do usuário é fundamental para que possa entender como funcionam os processos de compra e venda online e tenha mais conhecimento para se proteger de possíveis golpes.

Anualmente, organizações de mais de 140 países ligadas à internet, direitos humanos, educação, apoio e proteção se reúnem para comemorar o Dia da Internet Segura. A data, que este ano ocorre em 9 de fevereiro, visa conscientizar usuários e instituições sobre a importância do uso seguro, ético e responsável da internet e das novas tecnologias. No Brasil, a relevância de abordar esta iniciativa se tornou ainda mais necessária pelo recente crescimento no hábito de compras online entre os brasileiros, prática que foi acelerada pela pandemia e isolamento social.

E para que os consumidores possam ter boas experiências de compras pelo comércio eletrônico é importante que fiquem atentos a algumas boas práticas de segurança, evitando que caiam em golpes. De acordo com a pesquisa Brasil Digital, realizada pela OLX, 57% dos usuários nunca ou raramente trocam a senha da conta bancária, e esse é apenas um exemplo de como práticas de segurança são ainda pouco utilizadas e conhecidas pelo público.

Para ajudar nessa jornada de educação e informação aos consumidores, a OLX lançou este ano uma página na plataforma com informações de segurança, trazendo dicas de como realizar compras seguras e identificar possíveis tentativas de golpe. O conteúdo completo pode ser acessado em: https://www.olx.com.br/seguranca/

“Da mesma maneira que adotamos hábitos seguros ao realizar compras físicas ou quando andamos na rua é importante que façamos o mesmo no ambiente digital. A educação digital do usuário é fundamental para que possa entender como funcionam os processos de compra e venda online e tenha mais conhecimento para se proteger de possíveis golpes”, destaca Beatriz Soares, diretora de Produto e Operações da OLX.

Confira abaixo os principais golpes no Brasil e como se proteger:

• Golpe do Whatsapp – Esse é hoje um dos golpes mais comuns e mais divulgados, mas ainda assim faz muitas vítimas no Brasil. Os fraudadores identificam o número do celular da vítima e enviam uma mensagem pelo aplicativo de mensagens solicitando dados, com a desculpa de que precisam confirmar informações, e então solicitam que a pessoa envie um código que receberá por SMS. Com essa informação em mãos, o golpista consegue instalar o Whatsapp da pessoa em outro celular e bloquear o acesso ao aplicativo pelo usuário, acessando sua lista de contatos. Vencida essa etapa, envia mensagens pedindo dinheiro a amigos e familiares.
Como se prevenir: Ative no aplicativo de mensagens a verificação em duas etapas, isso aumenta a segurança e dificulta a clonagem. Nunca compartilhe códigos de segurança recebidos por SMS e, em caso de dúvida, acesse os sites de compras pelos canais oficiais.

• Aluguel de Conta – Os fraudadores estão sempre buscando novas formas de aplicar golpes. No Aluguel de Conta, o golpista entra em contato com os usuários oferecendo uma quantia para alugar sua conta em plataformas de e-commerce. Atraídos pela oportunidade de ganhos, as pessoas informam usuário e senha. No entanto, as contas são utilizadas para aplicar golpes em outros consumidores. Os usuários devem ficar atentos, pois além de infringirem as regras de uso das plataformas, são responsáveis pela utilização de suas contas e, por sua vez, podem ser indiciados criminalmente por crimes praticados com a sua utilização.
Como se prevenir: Nunca compartilhe seu login e senha com terceiros, escolha senhas fortes e as troque regularmente, além de informar imediatamente às plataformas caso tenha sido abordado.

• Perfil Clonado – Nessa modalidade, o golpista faz uma página idêntica ao das empresas em redes sociais e atraí as pessoas com falsos sorteios, vantagens ou mesmo se identificando como um canal de resolução de problemas do site original. Com isso, pede dados e informações do usuário e o utiliza para aplicar golpes em nome da pessoa.
Como se prevenir: Comunique-se com as empresas apenas pelos canais oficiais e verifique se a página das empresas nas redes sociais contém o selo de verificação, que garante que aquela conta foi verificada pelo site. Em dúvida, certifique-se via site ou aplicativo oficial da empresa e denuncie em caso de suspeita de fraude.

• Falso Pagamento – O golpe do falso pagamento acontece quando uma pessoa, que se passa por compradora, demonstra interesse em um produto vendido nas plataformas de e-commerce e fecha o negócio. No entanto, ela utiliza comprovantes de pagamentos adulterados ou falsos para concluir a compra. Uma variação desse golpe é quando o fraudador pede para que o vendedor anuncie o item em outra plataforma de e-commerce. Normalmente, o pedido vem também com uma promessa de poder pagar um valor acima do que foi anunciado, informando, por exemplo, ter saldo disponível em outras plataformas.


Como se prevenir: Confirme, antes de enviar o produto, com o seu banco ou com a plataforma, quando estiver usando a intermediação de pagamento do site, se o valor já está disponível em sua conta. Desconfie de negociações por email ou aplicativos de mensagens, mantendo a negociação no ambiente das plataformas de compra e venda. Fique atento se o suposto comprador demonstrar pressa ou impaciência para pegar o produto negociado. Os golpistas podem ainda se passar por representantes das plataformas enviando e-mails de endereços similares ou mensagens utilizando o logo da plataforma; desconfie e entre em contato com a empresa pelos canais oficiais. Fique atento também aos endereços de e-mails enviados. Só entregue o produto após ter o pagamento confirmado na sua conta.

• Intermediário – É um dos golpes mais conhecidos no processo de compra e venda de automóveis e atinge vendedores e compradores de veículos. No golpe do intermediário, os fraudadores se utilizam de anúncios de terceiros para negociar veículos usados ou seminovos, utilizando informações de anúncios reais e recebendo o pagamento do comprador interessado pelo veículo.


Como se prevenir: Evite intermediários, negocie sempre diretamente com comprador/vendedor. Desconfie de ofertas muito atrativas e veículos com preços abaixo dos valores de mercado. Fique atento com conversas onde o interessado, se passando pelo vendedor/comprador, diz que está negociando o veículo para um amigo/parente com quem tem uma dívida. A transferência do veículo deve ser realizada em um cartório. O comprador só deve fazer a transferência do valor no momento da assinatura do documento. Já o vendedor deve realizar a transferência do veículo apenas com a confirmação do recebimento do dinheiro. Ao receber uma transferência bancária, sempre deve-se confirmar com o banco se o dinheiro já está na conta.

Fonte: Revista Varejo S.A

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