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Páscoa aquece as vendas e empresárias diversificam os produtos

Difícil de resistir, o chocolate é uma delícia que impulsiona inúmeros negócios. Empreendimentos  de todos os tamanhos e formatos usam como matéria prima esse ingrediente proveniente do cacau. Entre os pequenos negócios não é diferente. Empreendedores Individuais  (EI) Micro e Pequenas Empresas (MPE) aproveitam o período de Páscoa para criar novos produtos, aplicar estratégias diferentes, incrementar as vendas e fazer investimentos visando o crescimento do negócio.


É o caso da empresária Audiley Aparecida de Freitas, 29 anos, proprietária da Ki Delícia Chocolate, de Tangará da Serra, a 239 km de Cuiabá. Aberta há um ano, a micro empresa está sendo preparada para ser Limitada, o que deve ocorrer ainda este ano. Audiley começou fazendo docinhos de leite em pó e alguns clientes começaram a questionar porque não fazia ovos de Páscoa. “Comecei a fazer ovos e bombons e me encontrei”, conta a empresária que trabalha com chocolate há 11 anos.

Com um mix de mais de 60 itens, entre ovos decorados, recheados com sabores clássicos como trufado, prestígio e maracujá, novas texturas como marmorizados, coloridos e formatos diferenciados como tabletes e placas escritas a empresa dobra a produção e as vendas nesta época do ano. “A Páscoa é o meu Natal”, constata a empresária que nesta época do ano dobra as vendas. “Este ano, vamos processar 2 mil quilos de chocolate. Se tivermos encomendas de algum supermercado, esse volume tem que ser aumentado. Ao todo, são 10 pessoas na produção e, se preciso, viramos a noite trabalhando para atender a todos os pedidos”, informa.

Ele relata que aproveita o período de Páscoa para fazer novos investimentos e expandir o negócio. “Toda inovação na empresa e compra de maquinário, eu faço nesta época. Além das melhorias físicas”, revela acrescentando que esse ano vai lançar sua marca própria, a Chocoey.

Audiley fez o Empretec no Sebrae e diz que o crescimento de seu negócio está acontecendo dentro do previsto no plano de negócio que fez também durante uma capacitação que fez. “As capacitações abrem a cabeça do empresário e são muito importantes para crescer”, constata.

Chocolate é também a matéria prima da empreendedora individual Rosany Ortiz que produz brigadeiros enrolados e de colher. A principal marca de sua empresa a “Doce Brigadeiro” é ter sabores regionalizados – pequi, furrundu, pixé, guaraná, entre outros. Para essa Páscoa, a empresária planeja lançar novos sabores, de caju, manga, castanha-do-brasil, e incluir outros clássicos - quindim, amêndoa e nozes, por exemplo. As novidades já estão sendo testadas. Outro diferencial são as embalagens em formato de coelho, caixas mais bonitas e propícias para presente.

Rosany participa de festivais de Chocolate, uma estratégia para divulgar ainda mais seus produtos e aumentar o leque de clientes. No mercado desde o ano passado, ela tem uma funcionária, mas tem consciência de que vai precisar ter mais gente na produção nestes dias que antecedem a Páscoa.

Finalista do concurso O Melhor Brigadeiro do Brasil, organizado por uma multinacional, ela vende uma média de 400 brigadeiros por dia, atendendo pedidos feitos pelas redes sociais da Internet, por telefone e levando os produtos a empresas e instituições públicas e privadas. O uso de uma máquina para cartões de crédito e débito também facilita para os clientes e estimula as vendas.

Há 2 anos no mercado, a Cookeluxo, de Rosana Ferraz, produz e comercializa um mix de cerca de 100 produtos feitos com chocolate. São cestas de ovos de Páscoa, trufas, bombons, saquinhos com barras de chocolate e muito mais. Segundo a empresária, entre as datas comemorativas, a Páscoa está em segundo lugar no faturamento do empreendimento, ficando atrás apenas do Natal. “Na Páscoa temos um aumento nas vendas da ordem de 80% e procuro fazer coisas para chamar a atenção, sobretudo das crianças, que motivam os pais a comprarem”, conta.

“Aproveitar a sazonalidade é importante para os negócios, mas é preciso criar outras estratégias para faturar durante todo o ano e não deixar equipamentos e estrutura ociosos”, alerta a Rosana Rocha, da Unidade de Atendimento Individual do Sebrae em Mato Grosso. Segundo ela, o primeiro passo é conhecer bem seus consumidores, trabalhar a carteira de clientes e desenvolver ações de marketing para saber o quanto de produto pode ser absorvido pelo mercado. “Tentar aproveitar todas as datas e criar outras oportunidades ao longo do ano é um ponto importante para a sobrevivência e desenvolvimento do negócio”, ressalta.