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Vendas do varejo sobem 2,6% em janeiro, diz IBGE

As vendas do comércio varejista restrito subiram 2,6% em janeiro ante dezembro, na série com ajuste sazonal, informou o IBGE. O resultado ficou perto do teto do intervalo das estimativas dos analistas.

Na comparação com janeiro do ano passado, as vendas do varejo restrito tiveram alta de 7,3% em janeiro deste ano, também em linha com o esperado. Até janeiro, as vendas do varejo restrito acumulam alta de 6,6% nos últimos 12 meses.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas subiram 1,4% em janeiro ante dezembro, na série livre de influências sazonais. O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas.

Na comparação com janeiro do ano passado, as vendas do varejo ampliado tiveram alta de 7,7% em janeiro deste ano. Nesse confronto, as projeções variavam de uma alta de 5,50% a 9,70%, com mediana de 6,60%.

Até janeiro, as vendas do comércio varejista ampliado acumulam alta de 6,4% nos últimos 12 meses.

A receita nominal do comércio varejista aumentou 3,6% na passagem de dezembro para janeiro. Como resultado, a média móvel trimestral da receita ficou em 1,90% no trimestre encerrado em janeiro. Na comparação com janeiro de 2011, a alta foi de 12,1%. Em 12 meses, a receita acumula alta de 11,4%.

Revisão

O IBGE revisou a taxa do volume de vendas no comércio varejista em dezembro de 2011 ante novembro do mesmo ano, de +0,3% para +0,5%. Já a taxa de novembro de 2011 ante outubro também foi revisada, de 1,2% para 1,3%. Houve revisão ainda no número de setembro de 2011 ante agosto, de -0,4% para -0,5%, e de julho de 2011 ante junho, de 1,2% para 1,3%.

Já o volume de vendas do varejo ampliado em dezembro de 2011 ante novembro do mesmo ano foi revisado de 1,6% para 1,8%. A taxa de outubro ante setembro passou de -0,3% para -0,2% e a de setembro ante agosto saiu de 0,6% para 0,7%.

Metodologia

As mudanças metodológicas na Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), apurada IBGE, não alteram o cálculo sobre as vendas e a receita do varejo, afirmou Reinaldo Pereira, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do instituto. A PMC atualizou o cálculo da receita nominal do comércio varejista para uma nova base, a de 2011. Antes, a base de cálculo era o resultado do ano 2003.

A pesquisa também utiliza agora as novas ponderações do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como deflator no cálculo da receita do varejo. "Como o IPCA mudou a sua estrutura, estamos fazendo deflacionamento das receitas do varejo sob a nova estrutura. Pode influenciar o resultado? Pode, porque o peso do IPCA mudou. Mas não tem nada a ver com a receita, são só pequeníssimos ajustes, então a gente não consegue enxergar", contou Pereira. "Então eu posso assegurar que não tem influência quase nenhuma no nosso resultado. A mudança é só para atualizar, mas, na prática, não muda o cálculo".

No caso da receita da atividade de material de construção, a PMC usa a Sinapi, que não passou por mudanças em 2012.