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Economista dá dicas de como organizar as contas de início de ano

A chegada do novo ano vem acompanhada com uma série de contas e impostos a pagar. Para não começar o ano no vermelho o ideal é se planejar e não contrair novas dívidas.  Mas para quem exagerou nas compras de fim de ano, por exemplo, o economista Reili Amon-há orienta somar todas as dividas para ter noção do valor total e, se preciso for, recorrer a um empréstimo para que a divida fique concentrada em uma única parcela.

Passando as férias em Cacoal (RO) a aposentada Josefa Batista da Silva, de 65 anos, é do tipo que sabe economizar, gastando apenas com o necessário a aposentada já está preparada para os gastos comuns de janeiro. “Eu não gosto de gastar muito, só compro se for preciso, mas mesmo assim ainda pesquiso os preços”, desatacou a aposentada.

O funcionário público Acir Souza Leite, de 45 anos, preocupado com as contas de janeiro, diz não querer contrair novas dividas, apesar de ser atraído pelas promoções do inicio do ano. “Gosto de comprar nas promoções, mas sei que tenho muitas contas para pagar em janeiro, devido a isso não compro e corto os gastos para não aumentar as dividas”, falou Acir, já se prevenindo do acumulo das contas.

Segundo o economista Reili Amon-há, em janeiro as dívidas mais comuns são com o pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU); Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA); gastos escolares e pagamentos do cartão de crédito. Para se organizar e fazer o orçamento render, Reili afirma que o ideal é cortar os gastos com lazer e entretenimento.

“Às vezes não percebemos, mas parte do salário fica nos gastos com supérfluos. Não é preciso deixar de sair, mais é preciso reduzir. Outra alternativa é reduzir na cesta básica, comprando apenas o necessário”, orienta o economista.

Para quem gastou além do orçamento a dica do economista é reunir todas as contas em uma só, para isso é necessário somar as dividas, em seguida procurar um banco para a realização de um empréstimo. “Com várias contas vencendo em dias distintos do mês, é esperado que o credor não tenha o dinheiro para quitar e acabe pagando juros. O ideal é fazer um empréstimo, quitar as dividas e ficar apenas com a prestação do empréstimo”.


Texto: Magda Oliveira / G1-RO