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Regiões Norte e Sudeste lideram inadimplência em fevereiro, mostra SPC Brasil

No mês de fevereiro, o número de dívidas em atraso nas regiões Norte e Sudeste cresceu 1,30% e 1,08%, respectivamente, em relação a janeiro deste ano, segundo apurou o Indicador Mensal de Inadimplência do Serviço de Proteção ao Crédito e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).


Na avaliação da economista do SPC Brasil, Luiza Rodrigues, o aumento é considerado expressivo se comparado com as outras regiões do país — Sul, Centro-Oeste e Nordeste —, que na mesma base de comparação, apresentaram respectivamente altas de 0,88%, 0,77% e 0,44%.




Segundo especialistas da entidade, o aumento mais significativo do número de dívidas de moradores das regiões Norte e Sudeste está relacionado ao ritmo de atividade econômica mais fraca nessas áreas. De acordo dados divulgados pelo Banco Central, o PIB regional vem crescendo à taxa de 1,7% na região Norte e 1,3% na região Sudeste – ritmo bem inferior ao das demais regiões do país. “A inadimplência reflete, de certa forma, o aquecimento econômico da área a qual está atrelada e não necessariamente a renda per capta dos moradores dessas regiões”, explica Luiza.

Na comparação com fevereiro de 2013, a região Norte apresentou a maior alta no número de dívidas em atraso (6,75%), seguida pela região Nordeste (5,07%). A região Sul apresentou crescimento de 3,13%, o Centro-Oeste, 3,04% e a Sudeste, 2,18%.

Consumidores inadimplentes e número médio de dívidas

De acordo com o indicador, 40% das dívidas em atraso estão concentradas na região Sudeste, seguido pela região Nordeste (23,5%), Sul (14,4%), Norte (9,8%) e Centro-Oeste (8,13%). A justificativa, segundo os economistas do SPC Brasil é que como a região Sudeste detém a maior parte da população economicamente ativa, é natural que a região também concentra um maior número de dívidas atrasadas.

Em fevereiro de 2014, as regiões Sul e Norte apresentaram o maior número médio de dívidas em atraso por pessoa física inadimplente (2,28 dívidas). O Nordeste foi a região que apresentou a menor média (1,84 dívidas). O número médio no Brasil nesse mesmo mês foi de 2,04 dívidas por cada pessoa inadimplente.