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Comida e remédio sobem menos, e inflação da baixa renda desacelera

A alta de preços para a população de baixa renda do país perdeu força em maio, na comparação com o mês anterior, influenciada pela variação de preços de hortaliças e legumes, medicamentos em geral, roupas e gasolina.

O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), que mede a variação de preços para famílias com renda de até 2,5 salários mínimos mensais, desacelerou de 1,05% em abril para 0,58%, no mês seguinte. Com esse resultado, o indicador acumula alta de 3,70% no ano e de 6%, nos últimos 12 meses. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (11) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Das oito classes de despesa cujos preços são usados no cálculo da inflação da baixa renda registraram variações menores de abril para maio: alimentação (de 1,69% para 0,27%); saúde e cuidados pessoais (de 1,68% para 0,94%); vestuário (de 0,71% para 0,46%); e transportes (de 0,68% para 0,58%).

Na contramão, recuaram as taxas relativas a educação, leitura e recreação (de -0,40% para 0,69%); habitação (de 0,73% para 0,84%); despesas diversas (de 0,36% para 0,77%); e comunicação (de -0,03% para 0,06%).

A taxa para a baixa renda ficou acima da registrada para o conjunto da população, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR), de 0,52% no mês passado. No entanto, ficou abaixo quanto ao índice acumulado em 12 meses, de 6,57%, segundo o IPC-BR.

Veja a variação de preços dos produtos

Hortaliças e legumes (de 5,52% para -2,50%)

Medicamentos em geral (de 2,45% para 1,35%)

Roupas (de 0,77% para 0,58%)

Gasolina (de 0,42% para -0,28%)

Passagem aérea (de -29,23% para 13,90%)

Tarifa de eletricidade residencial (de 2,41% para 3,94%)

Jogo lotérico (de 0,00% para 7,29%)

Pacotes de telefonia fixa e internet (de 0,20% para 0,42%)



Fonte: G1