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Brasil: 35% dos executivos gostariam de ficar mais de cinco anos nas empresas

 

Um levantamento realizado pela DBM, consultoria internacional especializada em transição de indivíduos, revelou que 35% dos executivos gostariam de ficar mais de cinco anos nas empresas atuais em que trabalham. 

Outros 20% disseram que permaneceriam no trabalho atual entre três e cinco anos, enquanto 17% apontaram entre um e dois anos. Já 12% declaram que esperam permanecer entre dois e três anos e 16% declararam menos de um ano.

Na análise entre os setores, os executivos da área Administrativa são os que pretendem permanecer mais tempo na empresa, o indicador de acima de cinco anos, chegou a 50%. Em contrapartida, os executivos da área Jurídica são os que pretendem ficar menos tempo, o indicador de menos de um ano foi de 27,27%.

Para o presidente da DBM Brasil e América Latina, Cláudio Garcia, na área jurídica isso acontece  pelo fato de ser muito técnica, o que cria ambientes mais “áridos”, e não ligados diretamente à questões da essência da empresa.

“Com tarefas repetidas e rotineiras e alta demanda por precisão e qualidade, muitas companhias esperam que os executivos apenas cumpram seu papel e deixam de reconhecê-los. Ao mesmo tempo, qualquer falha, mínima que seja, é facilmente notada, com grande impacto sobre a reputação do indivíduo. Isso leva a insatisfação,” finaliza Garcia.

Desafios

Entre o principal motivo que faria com que os executivos deixasse a empresa está a falta de desafios e perspectiva de crescimento profissional, apontada por 37%. Em seguida, aparecem a falta de perspectiva, crescimento e sustentabilidade da empresa (23%) e a falta de alinhamento com equipes, pares, superiores e colega em geral (13%).

As razões menos apontadas foram a remuneração inadequada e a mudança da empresa que faz com o executivo não se identifique mais com a mesma, cujo os indicadores foram de 7% para cada um. A falta de conhecimento foi indicada apenas por 6% dos entrevistados.