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Alimentação: 30% das refeições dos brasileiros são feitas fora do lar

 

 Mulheres e jovens em idade ativa no mercado de trabalho e também a expansão da classe C são os principais motivos das mudanças nos hábitos alimentares dos brasileiros.

O fato de trabalhar fora de casa também influencia na quantidade de refeições que os brasileiros fazem em restaurantes, lanchonetes, entre outros locais. “Atualmente, mais de 30% das refeições dos brasileiros são feitas fora do lar. O aumento da renda e da geração de empregos reduziu o tempo de permanência das pessoas em suas casas e aumentou a necessidade e o interesse pela alimentação nos mais de 1,4 milhão de estabelecimentos espalhados pelo País”, explica o coordenador do departamento de Food Service da Abia (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação), Jean Louis Gallego.

Expansão

O movimento no mercado de Food Service traduz o aumento do consumo dos brasileiros neste segmento. Entre 2001 e 2010, o Food Service expandiu 235,1%, movimentando R$ 1,093 trilhão. Essa evolução impactou positivamente na indústria fabricante de alimentos, que nos últimos 10 anos incrementou o faturamento em R$ 532,9 bilhões na venda de ingredientes ao mercado de alimentação fora do lar.

Em 2010, a alimentação fora do lar alcançou o melhor desempenho dos últimos dez anos no Brasil, com crescimento de 16,5%, atingindo R$ 185 bilhões de faturamento, de acordo com o levantamento feito pela Abia e apresentado durante o 4º Congresso Internacional de Food Service, em São Paulo.

No ano passado, a comercialização de insumos a restaurantes, padarias entre outros estabelecimentos renderam às fabricantes de produtos alimentícios R$ 75,1 bilhões. “O desempenho do setor permanece consistente e os resultados alcançados até o momento nos levam a acreditar num crescimento entre 15% e 16%, o que resultaria em um aumento de cerca de 6% na abertura de novos postos de trabalho”, afirma o presidente da Abia, Edmundo Klotz.

O cenário favorável também garantiu aumento de 4,7% no número de contratações formais do setor, em comparação a 2009, com 73 mil novos empregados. Para 2011, a perspectiva é que o mercado de serviços de alimentação feche o ano mantendo alta performance.