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População mundial alcança 7 bilhões de pessoas nesta segunda, contabiliza ONU

 população mundial chega à marca de 7 bilhões de pessoas nesta segunda-feira (31). E a estimativa é que esse número ultrapasse 9 bilhões em 2050, de acordo com o UNFPA (Fundo de População das Nações da ORganização das Nações Unidas).

De acordo com o relatório "Pessoas e possibilidades em um mundo de 7 bilhões", divulgado na última quarta-feira (26), os principais fatores que contribuem para o rápido crescimento populacional são a alta taxa de natalidade em alguns países e a maior longevidade da população em outros.

Para se ter uma ideia, na Grã-Bretanha, mais do que dobrou entre 1985 e 2010 o número de pessoas com mais de 85 anos, alcançando 1,4 milhão. Por outro lado, o percentual daqueles com menos de 16 anos recuou de 21% para 19%.

Já na Zâmbia, a grande questão para o Governo é o altíssimo número de nascimentos. Com uma população de 13 milhões de pessoas, as estimativas são de que esse número triplique até 2050 e chegue a 100 milhões até o fim do século, fazendo com que o país tenha uma das populações que mais crescem no planeta.

"É preciso mais planejamento e investimento nas pessoas para lidar com a crescente população mundial e suas consequências - a necessidade por mais alimentos, água e energia e a maior produção de lixo e poluição", recomenda o relatório.

Crescimento econômico com sustentabilidade
Ainda segundo o documento, conforme publicado no Instituto Akatu, a resposta da geração atual ao crescente aumento da população é que vai determinar se a humanidade tem um futuro sustentável  e próspero, ou se encontrará mais desigualdades, declínio ambiental e retrocessos econômicos.

"Com planejamento e investimentos certos na juventude atual de forma a capacitá-los a fazer escolhas que não são boas apenas para si, mas também para a comunidade global, o nosso mundo de 7 bilhões pode prosperar, ter cidades sustentáveis e forças produtivas que estimulem o crescimento econômico sustentável das sociedades", avalia o diretor-executivo do UNFPA, Babatunde Osotimehin.

As perspectivas de crescimento da população podem ser vistas como um "sucesso para a humanidade", posto que "isso significa que as pessoas estão vivendo mais". Por outro lado, no entanto, nem todos têm se beneficiado desta realização.

"Existe uma grande disparidade de oportunidade entre países e dentro deles nos direitos e oportunidades e entre homens e mulheres. Promover a igualdade em vez de exarcebar ou reforçar as desigualdades é mais importante do que nunca", afirma o relatório.

Consumo consciente
Além disso, o Instituto Akatu lembra que o consumo excessivo atualmente também é desigual e colocou a humanidade no cheque especial da natureza. Ou seja, já estamos consumindo 30% mais do que o planeta é capac de renovar.

Isso signfiica que é fundamental uma redução na pressão sobre matérias-primas, insumos, energia, água, produtos químicos e sintéticos, petróleo, transporte e embalagens. Tal movimento, avalia o Akatu, resultaria em menos esgotos industriais e diminuição dos gases de efeito estufa, causadores do aqueicmento global.

É inevitável, todo ato de consumo causa impactos positivos e negativos sobre a natureza, a sociedade e a economia. O desafio, portanto, é consumir de um jeito diferente. E, no processo de compra, isso significa considerar a preocupação com o bem-estar da humanidade, a responsabilidade em relação à conservação da natureza e às relações sociais e a construção de uma economia sólida e sustentável.